Ótimo gancho, grande pergunta

escrito por Fabi Estiga nesta data  21. junho 2009 18:26

A Maria Valladares que passou o Zael pro Grau 2 hoje no Carioca, parabéns (!), fez uma pergunta muito boa, que me fez pensar um pouco. Comentei que tanto o Aurélio quanto o Fernando estavam trabalhando para fazer o agility crescer. Ela perguntou o que era porque precisavam de sugestões para o Rio de Janeiro.

Primeiro eu queria dizer que nósso agility, do Rio Grande do Sul, foi sabotado no mínimo duas vezes por pessoas que não estão interessadas em fazer o Agility crescer. Alias vou ser mais pratico, uma pessoa apenas, que já foi o melhor condutor do RS, mas que hoje é apenas um fantasma daquilo que ele um dia já foi. Fazer o que ele fez e poderá continuar fazendo é algo tão ridículo que só refletem aquilo que ele realmente é. Enquanto no máximo quatro pessoas tentavam levar um Campeonato Gaúcho oficial, lá em 2006 e 2007, o pequeno (em todos os sentidos) adestrador pedia que os demais condutores não fossem as provas. Isso que ele era a favor do Agility. Mas chega de falar.

Agora porque eu acho que tanto um quanto o outro trabalham em prol do Agility.

Primeiro (novamente) porque eles tentam se manter bem informados em relação as técnicas mais modernas. Buscar novos métodos, tentar achar soluções para possíveis problemas que cada cachorro apresenta é o mínimo que qualquer um pode fazer. Me incluo junto porque estou sempre conversando com os dois e com outras pessoas pela internet, a Val pode atestar isso, procuranto melhorar e entender melhor o funcionamento do esporte. Val, Samy, Tiago, Dan, Samir e mais um monte de gente fazem essa ponte com o RS. Nesse ponto competir em um Campeonato como o Brasileiro e a Copa CBA é importante não apenas para comparar desempenhos, mas também pra ver o que em pista os melhores estão fazendo.

O nosso começo, meu e do Aurélio pelo menos, foi quase do zero. O que sabíamos era ultrapassado e não tinhamos a menor convicção do que estava sendo feito. Atirávamos pra todo lado e os resultados eram pequenos. Hoje um aluno que chega pra treinar já tem um nível de informação altíssimo e se quiser receber mais, se demonstrar interesse receberá mais ainda. E esse é o segundo ponto.

Guardar informação pra si não serve pra nada! Nunca sonegamos informação nenhuma pra ninguém. Muito pelo contrário. Entre nós três pelo menos e somos só nós que fazemos esse agility moderno aqui e os alunos do Fernando e do Aurélio, não há meias palavras. Se eu acho que tá errado falo pra um ou pra outro, discutimos (em tom de conversa, as vezes quebramos o pau mesmo) e chegamos a conclusões juntos sobre o que é melhor ou não. O Aurélio certa vez chegou pra uma galéra, numa prova, e se ofereceu pra dar um curso de condução e treinamento de graça (!). Não cobrou nada e ninguém se interessou em fazer. Alias o Rafael e o Mauro Palermo fizeram aulas. Mas uma aula não adianta. Por que ele se ofereceu? Simples. A diferença entre nosso cachorro mais novo, menos treinado e o mais treinado deles era gritante. Borders que não ficavam dentro do TMP do Grau 1 não dá.

Terceiro. Eu ajudo os dois e ambos estão sempre procurando meios pra divulgar o esporte. Jornais, revistas, folhetos, vez que outra rola algo na TV e uma apresentação. Simplesmente manter duas pistas de Agility ativas com poucos alunos já é um investimento e tanto. Em ambos os treinos o ambiente é ótimo e bem família. Nunca ninguém foi destratado, todos são bem recebidos e viram amigos. O Fernando montou uma Pet Shop, agora em abril, e tem uma mini pista de Agility com grama artificial, é um puta investimento também e isso, em prol da empresa dele ou não, é uma forma de tentar alavancar o esporte.

Garanto que se alguém fizesse isso em Porto Alegre, onde mais temos "treinadores", teria grande sucesso desde que tivesse essas três qualificações. Técnica, compartilhar a técnica, sendo sincero com o aluno pro bem dele mesmo e um ambiente familiar e acolhedor. Aqui não precisa ter uma pusta estrutura, mas o pessoal gosta, porque aqui somos assim, de atenção. Impessoalidade não é conosco.

Não há como fazer provas oficiais hoje, não temos cães nem condutores. O gasto não se justifica. Então me resta mesmo acreditar que o trabalho que está sendo feito pelos dois, seja duplicado por outras escolas e que o Agility continue crescendo.

Serve pra outros estados? Não sei. Só acredito que é o mínimo que qualquer treinador ou escola deveria oferecer.

Nas etapas finais do Brasileiro tivemos alunos do Aurélio e do Fernando nas provas. Trocaram idéias, fizeram amigos, ficaram amigos e esse é o Agility que estamos plantando. Se fosse algo ruim, se nós não gostássemos tanto e se não fizesse bem pra nós eu duvido que algum deles, dos quatro, tivesse passado dois dias inteiros só vendo as provas e não teriam chegado aqui com muito mais vontade de fazer agility. E tudo começou com a nossa transparência aqui no RS.

Na foto do Dani Neves, do Rio, o Tchutchucão. 



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Comentários

21/6/2009 20:06:44 #

fabio

Fabs eu admiro muito o trabalho de vcs ai ,tenho o aurelio como referencia de condutor e na minha opinião ele é campeão mundial tb, sempre tem ums fdp que querem atrapalhar mas se vc perceber eles num vão muito longe, o agility num da espaço para pessoas assim,  no agility tem que ter pessoas como a val o dan vc o aurelio o tiago o samy que puts são pessoas de coração que vc pode pedir ajuda e saber que vai ser ajudado , as vezez me chamam de doido porque tenho tanto amor pelo agility  e nem tenho boms resultados , mas eu amo tanto agility que nem ligo sei que vc tb não.

fabio Brasil |

22/6/2009 08:19:22 #

Aurélio

É Fabio, infelizmente pessoas ruins conseguem espaços no agility e acabam fudendo com outros....

Obrigado pela admiração, mas infelizmente não sou campeão mundial...nem terei chances também de ser ...hahahhahaha

Só rindo mesmo !!!!!!

Aurélio Brasil |

22/6/2009 13:23:57 #

Samy

Eu acho que o caminho é esse mesmo e sempre disse que acho difícil a divulgação, por questões culturais, mas não impossível.

A semente está plantada em vários pontos do Brasil e acho que vai ser um processo lento, mas um dia teremos muito mais pessoas, do que temos hoje praticando agility!
Acho que o Brasil por ser muito grande tem esse impecílio das distâncias, mas mesmo assim conseguimos espalhar o esporte.

O que está sendo feito pode não ser o mais certo, isso nunca saberemos, mas está sendo feito para que se aumente o esporte e ações como as do Aurélio, Fernando, Fabiano(só pra citar os três do texto)são sempre muito bem-vindas e mais ainda bem-vistas!!

Espero que todos consigam!!

abraços

Samy Brasil |

Fabi Estiga

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