o Tom da conversa

escrito por Fabi Estiga nesta data  23. julho 2014 23:57

Não adianta tocar 10 mil notas, fazer 100 mil músicas, quando apenas uma bastaria. Então qual é a melhor nota? A melhor nota é aquela que melhor serve para a música.

A atividade que pratico há mais tempo é a música. Sem dúvidas. Comecei a tocar com 13 anos de idade violão. E quando comecei me intrigava algo, uma situação básica, o tom que ela era tocada. Qual nota serviria como base. Ao iniciar o aprendizado isso é um grande problema, uma vez que quanto menor for teu vocabulário musical, menor será o teu repertório.

Vale uma rápida explicação: existem notas simples. O dó, ré, mi, fa, sol, lá e si, são todas notas básicas, digamos, maiores e menores. São simples e qualquer um com pouco tempo de estudo saberá tocar. Porém os caras, que fazem as músicas gostam de complicar.

Nessa de complicar temos duas variações, sustenido e o bemol. Sustenido é meio tom acima e bemol meio abaixo da nota "básica". Uma coisa é o "dó" e outra é o "dó sustenido". Hashtag antes de ser hashtag era sustenido. É o mesmo símbolo, jogo da velha.

Mas pra que complicar?

Pra que escrever uma música em Mi menor? No violão é uma das mais simples e uma das mais sonoras. São dois dedos apertando as cordas e você toca as seis. No fundo uma nota triste. Ao contrário do "dó" que é uma nota alegre. Mas e as músicas tristes compostas em dó? E as músicas alegres em "Mi Menor"?  Pois é, não tem lógica.

Eu diria que os compositores escolhem as notas dependendo da vontade deles, visando que as músicas atendam as suas expectativas e necessidades.

Pena que muitas vezes a necessidade do músico seja mostrar toda sua capacidade técnica, como se mais e mais notas deixassem a melodia melhor. Não é de quantidade que estamos falando. Basicamente já disse aqui que são sete. Suas variações sim, são muitas do bom e velho  dó, ré, mi, fa, sol, lá e si.

E muitas vezes o que parece ótimo para quem faz, é ruim para quem escuta.



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